terça-feira, 10 de maio de 2011

É o capitalismo que amamos!

A cada minuto que passa temos mais produtos sendo criados e lançados no mercado e isso não nos deixa dúvidas de que estamos vivendo em um mundo capitalista, extremamente capitalista. Desde muito cedo entendemos que o que é mais novo, ou seja, lançado por último, é melhor, mais tecnológico e consequentemente mais eficiente. Mas será que é assim que funciona mesmo? Há tantos aparelhos que têm exatamente a mesma função e possuem preços completamente distorcidos por serem de marcas diferentes ou apenas por terem um modelo mais bonito. Pode-se dizer que essa forma de capitalismo que vivemos hoje é a mais exarcerbada de todos os tempos, até agora, claro! Teoricamente se diz que o capitalismo, basicamente, visa o lucro, sendo então iniciado -primitivamente- na passagem entre a Idade Média e a Idade Moderna com o Renascimento Comercial e Urbano, que formou a chamada burguesia, classe de comerciantes que visavam o lucro, logo capitalistas. É claro que a definição de capitalismo que vivemos hoje é mais profunda e abrangente, contudo o que nós -pobres mortais e não ecônomos- entendemos é o mais básico possível. Mas não é na história que nos interessamos quando o assunto é capitalismo, nós queremos saber mesmo é de dinheiro. Datas comemorativas perdem o sentido e viram apenas um meio de cada vez se ter mais consumidores e, logo, mais lucro. Aniversários não são comemorados com o sentido inicial e sim para se ganhar presentes, apenas abraços não servem. E quem não é assim? Todos somos, e quem diz que não é, não se ofende ao ganhar um presente, nem devolve o salário no fim do mês alegando que trabalhou pelo bem da sociedade. Isso é capitalismo. O capitalismo está aí e é selvagem, já que ninguém se importa com o outro, passa por cima sem piedade e esse é o erro. O capitalismo selvagem que não nos serve. O capitalismo em si, nós amamos, não vivemos sem. Ninguém resiste a uma roupa nova, um celular novo, um carro novo e todas as outras novidades que aparecem para nós diariamente. E não me olhe com cara de desaprovação, todo mundo é assim, só não tem coragem de falar. Todo mundo ama um presente, ama o capitalismo, é ele quem faz a nossa vida ser como é. É ele que faz a gente ter vontade de crescer, de ser mais, de ser alguém. Pra mim, não há outra forma de se viver se não for o capitalismo. Ainda que não seja completamente justo, esse é o modelo que não nos trava em um único nível, há a possibilidade -ainda que para alguns seja remota- de crescimento. No mundo em que vivemos não há outra forma, nós -habitantes do Planeta Terra- não aceitaríamos. O que realmente queremos é mais oportunidade e até igualdade, ainda que plena não seja possível, porque esse é o preço que o capitalismo nos cobra.

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