"Por incrível que pareça, um dos fatos que pode ter sido o início da Revolução Francesa, teve como um dos protagonistas o pão. As revoltas populares, em Paris e no interior da França, tiveram início pelo aumento do preço do pão e, culminaram no dia 14 de julho de 1789, quando o povo saiu às ruas e invadiu a Bastilha."Há exatos 222 anos a Bastilha foi tomada pelo povo dando inicio, então, a sua participação na chamada Revolução Francesa. Agora você pode estar se perguntando: Tudo isso porque o preço do pão aumentou? Obviamente que não. O problema foco da Revolução era o modelo totalitário de governo que a França vivia: O Absolutismo. Isso, é claro, associado aos problemas financeiros que os franceses vinham enfrentando devido aos privilégios concedidos à Nobreza e ao Alto Clero. A participação da França na Guerra de Independência dos EUA e as secas que o país vinha enfrentando agravaram ainda mais os problemas financeiros do país. A Bastilha, como era o símbolo do Absolutismo na França, foi o objeto escolhido pelo povo. A queda da Bastilha poderia significar, de maneira grosseira, a queda do Governo que tanto errava com o povo. Ao fim da Revolução, foi aprovada a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, de inspiração iluminista e a qual o nome é razoavelmente autoexplicativo. Hoje vivemos em um regime de governo Republicano, onde quem nos representa é escolhido por nós e por voto direto e fechado, sigiloso. Mas mesmo possuindo um Governo escolhido diretamente por nós, sabemos que é praticamente impossível tudo sair como o planejado. E vemos isso todos os dias. Nossos representantes são displicentes, desinteressados e desinformados a ponto de não saber o que está acontecendo no país, mal sabem fazer o trabalho para que foram eleitos. Honestidade já é outro assunto que nem vamos começar a falar, porque usaria muitas linhas desse post. Vivendo em pleno século XXI não é aceitável que o Governo, eleito por nós, não se importe conosco. Ele deveria ser eleito por nós e para nós, contudo não é isso que vemos. É eleito por nós e para eles. Não estou aqui incentivando uma revolução como a Francesa, muito longe disso. O importante é a comparação. 222 anos depois, ainda vemos aspectos parecidos e inaceitáveis. A crise financeira é visível no Brasil e mesmo assim ainda estamos construindo estádios e vamos sediar a Copa de 2014. Enquanto bilhões -ou mais- de reais são gastos com futilidades -porque no estágio em que estamos, sediar alguma coisa é futilidade- os hospitais continuam lotados e o ensino das escolas públicas precário. Os franceses não tinham escolha e partiram para a Revolução, mas nós temos. Nós elegemos quem deve escolher as prioridades do país, para onde o dinheiro irá. Então, vamos escolher certo e, por favor, senhores políticos, pensem no que é mais importante: a saúde e a educação ou o prestígio advindo de futilidades? Enquanto estádios são construídos, o preço do nosso pão continua aumentando...
Fonte:.ufrgs.br/alimentus/pao/curiosidades/bastilha.htm




Hoje, além de ser o Dia do Trabalhador, é o início de um mês crítico e revolucionário. É o inicio de maio, o mês que, aqui no Sul, começa realmente a esfriar e os detalhes (bondade minha!) do inverno a aparecer. E como começa! De agora em diante, cada vez mais ficará frio e os dias cada vez menores e, para o meu desespero, isso só vai acabar lá por setembro. Sim, eu não gosto de frio! Não entendo o por que em um país com tantas diferenças climáticas, logo eu, nasci no Sul onde é tãão frio. Pra mim o frio é chato, é irritante, é lamentável. As pessoas se escondem por baixo de mil roupas e casacos, andam amontadas nas ruas (isso quando saem) e um domingo de sol parece ser o último domingo do mundo, já que todo mundo sai para rua "lagartear" no sol. Temos que andar com blusas, blusinhas, blusões e casacões, já que casaquinhos não fazem grandes efeitos. O banho e a hora de dormir sim são bons, mas e para entrar e sair do banho? E trocar de roupa para dormir? O frio parece entrar no corpo, congelar os ossos e ainda abanar dizendo "Não gostou, é?". É, o frio é sacana, é traiçoeiro, é congelante! O frio é bom para quem não o vive todos os anos, assim como o calor é bom para quem não o tem sempre. Quem tem o frio vai para o calor e vice-versa. Mas mesmo com os pontos desfavoráveis (pelo menos para mim) que o frio possui, nós do Sul, somos privilegiados por poder apreciar todos os anos a transição entre as estações, que aqui são bem definidas, ainda mais em Porto Alegre. As belezas de cada estação são únicas e cada uma com seu jeito agrada a grupos distintos. Contudo, não há quem diga que não há beleza nelas. Todas com seu jeito, seu charme e suas belezas fascinam à todos, ainda que a temperatura não agrade.