Ela pedia à Deus todos os dias que deixasse seus pés no chão ou que, no máximo, só a deixasse voar por alguns centímetros, assim se caísse, a queda seria pequena. Ela só queria um amor calmo, uma vida estável e alguém que a entendesse e a amasse sempre. Só queria fazer o que amava e não suportava quando as coisas saiam do seu controle. Ela parecia sempre feliz, não fazia loucuras, agia sempre com a razão e, acima de qualquer suspeita, era ajuizada. A menina perfeita, sem dúvidas!
Agora me perguntem onde ela está e o que está fazendo. A menina perfeita, age com o coração. Faz mil loucuras e só se arrepende por aquilo que não fez. Inexplicávelmente virou modelo. E ama! Não tem nada sob controle e muito menos quer ter. Adora quando a vida apronta mais alguma surpresa. Alguém que a ame e a entenda sempre? Bem, isso ela ainda quer, mas inevitavelmente deixa o coração escolher alguém que a razão em outros tempos repudiaria. E ama! Ela voa alto, bem alto e não tem medo algum da queda. Agora quer saber o que ela pede à Deus? Nada, ela só agradece todos os dias pela oportunidade e pelas coisas maravilhosas que Ele deu à ela. Agora não é a menina perfeita, nem quer ser. Perfeição é utopia!
